Gaveta de histórias... Paixões de Aluska

Por _BemFeminina Publicado em: 15 de julho de 2015 às 13:00. Atualizado em: 15 de julho de 2015 às 10:44.


Olá pessoal

 

Capítulo novo de “Paixões de Aluska” na Penteadeira Poética será que ela consegue se adaptar em outro país e superar suas dores?

 

Sequência dos capítulos caso tenha perdido algum: capítulo 1 e capítulo 2 e capítulo 3 e capítulo 4.

 

Divirtam-se!

 

Nuna Costa

 

nuna-costa@hotmail.com

 

 

Segunda, 24 – 11 – 1997


Paris. Frio. Cinza. Aqui definitivamente não é a capital dos enamorados. Mentira. Paris é romântica, mas é cinza. Cinza é a cor da solidão. Se meu estado de espírito tivesse uma cor seria cinza escuro. A paixão tórrida que sentia era vermelho pulsante que agora desbota aos poucos.

 

O trajeto editora-flat, flat-editora assim como tudo na minha vida é cinza. Converso o estritamente necessário com meus colegas de trabalho. Não almoço com eles muito menos cafezinho. Tem um bistrô a duas quadras do prédio que serve uma pasta deliciosa. É a única coisa com gosto na minha vida.


Quando sai do Brasil sem me despedir dele tinha plena consciência que não suportaria sorrir de novo pra alguém. Meu péssimo humor somado a carga de traduções na editora afastam a menor chance de alguém querer se aproximar. Perfeito.

 

Machuquei-me muito da última vez que amei. Não posso cometer o mesmo deslize de novo. Secou e engessou. Meu coração é de pedra. Não sinto. A culpa é dele. É minha, mas principalmente dele. Duas semanas que estou em Paris e nem uma mensagem ou e-mail dele. Nada. Vazio.

 

E eu ainda espero. Agarro-me ao resquício de ódio que sinto dele. Ao resquício de amor que ainda sinto.

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