Uma homenagem à historiadora, Batistina Corgozinho

Por _BemFeminina Publicado em: 23 de outubro de 2013 às 15:49. Atualizado em: 23 de outubro de 2013 às 00:00.


Minha coluna hoje é dedicada a uma mulher que não só fez história em Divinópolis, como ajudou a construir, descobrir e registrar as histórias de muitos outros cidadãos divinopolitanos. Batistina Corgozinho, historiadora e professora da Funedi/UEMG, morreu no último dia 17, deixando inúmeros projetos realizados e outros por realizar.

 

 

Coordenadora do Centro de memória da Funedi/UEMG, Batistina era natural de Santo Antônio do Monte. Projetos como a digitalização do acervo do Museu Histórico de Divinópolis, a organização, junto ao Frei Leonardo Lucas Pereira, do livro “Escritos Bernardinianos”, em comemoração aos 90 anos do Frei Bernardino Leers (1919 a 2011), a realização bianual do Seminário de História e Memória do Centro-Oeste Mineiro, que acontece na Funedi/UEMG, e muitos outros além de uma grande contribuição ao Projeto Divina História, desenvolvido através de uma parceria entre a Funed/Uemg e a Câmara Municipal, levam o nome da historiadora.

 

 

Segundo o Professor João Ricardo, coordenador do curso de História da Funedi/UEMG uma das principais contribuições de Batistina, foi o pioneirismo na pesquisa histórico-científica aqui em Divinópolis. Considerada por muitos historiadores como referencia no que se tratava de história social do Centro Oeste mineiro, Batistina tratava seus documentos de pesquisa como se fossem filhos, o cuidado excessivo e a preocupação com cada jornal, foto ou documento encontrado era uma marca da historiadora.

 

 

Além de seu trabalho como historiadora, professora, e pesquisadora, Batistina era conselheira do COMPHAP (Conselho Municipal do Patrimônio Histórico Artísitico e Paisagístico) em Divinópolis, e estava presente sempre que possível em eventos para prestigiar os colegas escritores e historiadores. Eu tive a honra de contar com sua presença na abertura de minha primeira exposição desde que assumi o Museu Histórico de Divinópolis, como mostra a foto desta matéria.

 

 

Muito da história por ela pesquisada partiu com ela, não deu tempo de apresentar ou nos mostrar, afinal, ela era muito ativa, já havia vencido seus problemas de saúde por diversas vezes, e, segundo pessoas próximas a ela, mesmo no leito do hospital, Batistina ainda fazia planos, queria terminar seus projetos em andamento e iniciar outros novos.

 

 

Fica aqui a saudade de um admirador de seu trabalho, e a tristeza pela partida muito cedo de quem tinha muito a compartilhar de sua sabedoria, conhecimento e história.

 

 

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